5 de fev de 2013

Por mim mesma

A desgraça de gostar de escrever é que você sempre se expõe demais, pois, palavras voam com o vento e podem se tornar incompreendidas por onde passarem.
Não venho por meio deste reclamar de alguma situação ou despir-me com as palavras e sim demonstrar o que sinto no momento.
Afinal, para isso esse pequeno lócus dentro da internet foi criado. Um lugar para chamar de meu no meio de toda a metamorfose que vivo constantemente.
Sofro vendo inúmeras coisas na televisão e choro sem pestanejar vendo carrossel. Sim, aquela novelinha do SBT me comove.
Dou risada com os inúmeros e repetidos episódios de Todo Mundo Odeia o Chris na Record.
Adoro uma fofoca do BBB.
Você pode não gostar: Mas não sou menos intelectual por isso.
É um tipo de cultura para massas? Sim. E eu faço parte da massa consumidora, assim como você também, que se diz contra politicamente correto ou se diz o próprio politicamente correto, também consome, afinal, duvido que você escolha sua marca de margarina ou pasta de dente pelos ingredientes.
Fica aqui também minha fé e perseverança de que números, alguns, poucos, não sejam só números no que significa escrever para mim. Tenho algumas, poucas, porém verdades.
Não considero o que acho certo melhor do que o que outro escreve. Há tantas verdades no mundo!
Queria que todos soubessem aprecia-las.
Sigo blogs de todos os tipos, todos os dias. Aliás, é meu ritual diário: Ligar o computador e abrir pelo menos cinco abas no famoso google chrome os meus queridos blogs. Dou risada incansavelmente com as blogueiras e alguns conseguem arrancar verdadeiro sentimento de felicidade de dentro de mim, quando me sinto perdida.
A internet, pra mim, também é um refúgio, como para tantos outros.
Meu sonho, quando era pequena, era ser médica. (Quando cheguei no colegial e tive química e biologia, desisti.) Eu dizia que queria criar uma poção mágica para minha mãe e minha vó viverem pra sempre.
Depois de algum tempo acabei mudando de ideia, quem é que ama a mãe o tempo todo na adolescência? Sonhava em ser feliz.
Sim, em ser feliz.
Dizia que quando eu crescesse, queria ser a pessoa mais feliz do mundo.
Persigo essa felicidade até hoje.
Há quem diga que o texto é descontextualizado, mas sou eu. Goste ou não.
A programação normal há de voltar.
Menos eu.
Quem leu tudo, quem me aguenta, quem tenta me entender, sabe: Não é fácil ser como eu sou. Eu não me aguento o tempo todo.
Sejam compreensivos, sejam mais sensíveis e vivam mais, busquem mais a felicidade.
Acho que só assim o mundo deixará de ser ou tentar ser politicamente correto e se tornar verdadeiramente real. Afinal, todos perseguirão propósitos em comum.
Nunca seja melhor que ninguém, seja igual.
Com um pé na igualdade e o outro na diferença, everything will be ok.

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