23 de jan de 2013

Vivendo

Todos os dias no mesmo horário, ela abria a janela de modo que o ar pudesse ser renovado e a luz do sol pudesse entrar.
Era incrível como isso fazia parte de sua rotina: Parecia que o dia ainda não havia começado enquanto ela não abria aquela janela, enquanto ela não pudesse sentir o frescor da manhã misturado com café.
Café foi uma de suas recentes descobertas e os dias sem ele se tornaram amargos, apesar de tudo.  Virou um vício.
Ela não desejava que tudo fosse mágico, que seus sonhos se realizassem com um passe de mágica e que sua vida não tivesse problemas: Só queria que fosse o suficiente estudar e ter a certeza do resultado no final. Queria acreditar que conseguiria realizar seus sonhos.
Tentou. E em todas às vezes foi surpreendida com problemas no meio da jornada – como qualquer um – e que a abalaram intensamente.
Ela sofreu muito.  Quase que por nada.
Eram problemas bobos, do tipo sim ou não, que afetaram o resultado final: Não deu certo, é lógico.
No próximo ano, ela decidiu: “Tenho que resolver meus problemas, antes. Tenho que parar de ser assim”.
Tentou ao máximo, se esforçou e percebeu que não era o suficiente. Ela sempre ficaria chateada, ela sempre iria querer chorar, todavia, ela não precisava ficar assim uma semana inteira ou um dia inteiro. Ela aprendeu que deveria dar a atenção certa e o tempo certo para cada coisa.
Com o tempo tudo se encaixou.
É lógico que sonhar, estudar e se dedicar não é a receita mais simples do mundo, todavia, é como uma dieta: É difícil começar. Difícil parar. Sempre difícil.
Depois de meses agindo assim, não se sabe qual o resultado certo que obteve com a aprendizagem, não se sabe também se o sonho dela se realizou, mas há chances de que sim.
Afinal, todo mundo precisa de um pouco de felicidade após um tempo recluso, todo mundo precisa de novas oportunidades.
Dizem por aí que hoje ela sonha novamente, também. Dizem que não é o suficiente mais fazer tudo se encaixar, quer que a vida seja louca, que seja mais do que vida.
Acho que ela descobriu que nem tudo precisa do tempo certo e da atenção certa.
Vai saber até onde ela vai aprender, só sei que não tem um prazo certo para cada lição.
Até que tudo acabará. 

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