30 de jan de 2013

Vida finita


Ela tinha um segredo que era tão bem guardado que, por vezes, esquecia-se.
Ela tinha também um desejo tão bem estimulado que, por vezes, tornava-se realidade.
Foram tantas e infinitas vezes em que ela se afogou em próprios pensamentos, sorriu para a ilusão e disse adeus à falsa solidão.
Sozinha, foi feliz.
Não necessitou daquele que a completasse, desde que, todos os dias, pudesse transformar sua realidade em uma história tão simples e criativa quanto podia.
Mudanças: Sempre necessárias.
Sonhos: Sempre indispensáveis.
Ironia: Realidade.
A ironia tornou-se sua realidade e o ato de sonhar, por si só, era uma ironia em que convivia aleatoriamente com o que realmente queria, escondendo-se dentro de si.
Não foi fácil viver numa opressão, regressão e dispersão de si.
Queria voltar ao início da história e finalmente sorrir, após meses de discussão.

Ela não tinha um segredo bem guardado. Considerava-se como um livro, todos podiam ler.
Ela também não tinha um desejo pré determinado e estimulado o que, por vezes, surpreendeu-a.
Foram tantas e infinitas vezes em que ela se afogou em próprios pensamentos, sorriu para a realidade e disse adeus à ilusão.
Sozinha, foi feliz.
Não necessitou daquele que a completasse, desde que, todos os dias, pudesse transformar sua verdade em uma história tão simples e criativa quanto podia.
Mudanças: Sempre necessárias.
Sonhos: Sempre dispensáveis.
Ironia: O ato de planejar.
Ela decidiu que viver uma vida planejada em que tudo já tem um roteiro é tão triste e mesquinho, pois, não elimina ao todo os erros e acertos feitos dentro da realidade na qual vive, tornando quase tudo impossível.
Não foi fácil viver uma opressão, regressão e dispersão de si.
Todavia, não quis voltar ao início da história e finalmente sorriu, após meses de discussão.

Ela tinha alguns segredos bem guardados e outros não. Não se considerava uma dádiva, nem nada.
Ela também tinha alguns planos, sonhos mas, adorava surpreender-se.
Foram tantas e infinitas vezes em que ela se afogou em próprios pensamentos, sorriu para a ironia e disse adeus para à ilusão.
Sozinha, foi feliz. Em um grupo ou casal, também.
Necessitou em alguns momentos de alguém que a completasse, pois a solidão as vezes é mais amarga que doce.
Mudanças: Sempre possíveis.
Sonhos: Sempre desejáveis.
Ironia: O ato de viver.
Ela decidiu que viver uma vida planejada é impossível, porém, que viver uma vida a mercê da espera também. Colocou alguns planos em prática, viveu o que apareceu e tudo cedeu.
Foi fácil, afinal.
E nunca, nunca desejou voltar ao início da história, pois havia sorrido demais durante o caminho e seus olhos brilhavam de felicidade ao ver novas possibilidades.

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