11 de jan de 2013

The book of world


Resolvi me mudar do Brasil por um grande motivo: Queria mudar de direção, de mundo, de história.
Conheci os EUA no inverno e fiz anjos de neve, fui até a índia e vivenciei a pobreza. Cheguei a Dubai e percebi o que o petróleo poderia fazer. Na China eu percebi que o mundo era realmente super habitado e no Japão eu vi que por mais que você tente, há fúrias que você nunca conseguirá prever.
Conheci a África do Sul e sua tentativa desesperada por crescimento, no Egito encontrei a luta pela democracia e na Palestina encontrei a discórdia. Na Argentina eu encontrei rixa, futebol e muita opinião, todos os dias. Já no Canadá encontrei franceses quase desnaturados, na Turquia uma cultura em ascensão e na Alemanha uma cerveja estranha, cuja qual nunca havia experimentado nada igual.
Procurei a paz com Gandhi, conheci alguns lugares com o Aleph, vi a beleza das pequenas coisas com o Pequeno Príncipe e reconheci verdadeiros ciúmes com Casmurro.
Roma antiga me pareceu incrível e eu nunca iria querer viver na Grécia, na época da criação da democracia. Os cangurus da Austrália pareceram incríveis e eu nunca encontrei um frio tão desolador como na Finlândia.
Não conheci o mundo todo: Conheci o que desejava ver. Ler.
Conheci o que estava ao meu alcance, viajei dentro da minha casa.
Encontrei um livro. 

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