25 de jan de 2013

Memórias escritas


Queria que novamente aquele dia se estendesse em minha memória e me fizesse feliz por alguns saudáveis momentos.
Disse para ela que não deveria ir embora, que não queria, mas fui mesmo assim.
Desisti dela para fugir com o que eu chamava de sonhos não realizados e que ela me impedia de torna-los reais.
Ela me impedia de prosseguir ou ela me segurava e me dava suporte quando mais precisava?
Não devia ter ido embora.
Voltei após algum tempo.
Hoje escrevo só cartas de momentos que passaram.
Não é o suficiente descrevê-la: Não lembro mais a cor dos seus olhos, o som da sua voz e a cor da pele.
Hoje imagino quem ela deveria ser e vendo fotos de nós dois e pensando em quanto tempo já se passou, me deparo com o fato de que ela não é mais quem eu troquei por noites mal dormidas, um curso de verão e sorrisos aleatórios no ônibus.
É lógico que ela nunca respondeu. Talvez ela tenha mudado de endereço ou então tenha se casado.
Acabei queimando sem querer a ultima foto que eu tinha dela e a memória se tornou mais falha e mais vaga.
Me lembrei de alguns momentos juntos, das risadas que dávamos, mas só da sensação que sentia em estar com ela, não dela.
No final, talvez, não sentisse mais falta dela e sim falta de ser feliz.
Me esforcei para provar o fato ao meu cérebro e torna-lo verídico. Tornou-se.
Comecei a sair, a rir e a me divertir com outras, todavia, ainda sentia falta de algo que não sabia denominar.
Um dia encontrei-a na rua e meu coração encheu-se de felicidade, pois todas as memórias recém-apagadas se tornaram tão vivas quanto uma rosa recém-desabrochada.
Me forcei tanto a esquecê-la e ter a certeza de que não era ela quem eu queria, que quando a vi acabei perdendo o rumo.
Ainda sinto sua falta, querida.
Responda a minha carta e marcaremos um encontro. Quando você menos esperar eu irei te namorar e então casaremos alguns meses depois.
Volte para mim e realizaremos aquele seu sonho de viajar à África do Sul e depois ir direito para Paris.
Não me deixe mais sozinho nas noites frias e cuide de mim quando eu pegar um resfriado.
Nunca irei perder a esperança.
Já perdi você. 

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