17 de jan de 2013

Finally Love


O céu estava incrível.
Várias estrelas e luzes tornavam aquele cenário caótico, em perfeito.
Não havia flores, como diziam alguns. Não havia também pés levantados, sinos soando ou borboletas no estômago. Foi só paixão.
Aquele não era seu primeiro beijo, certamente. Porém, parecia que havia se perdido até se encontrar com ele, algum dia durante sua vida.
Eram amigos desde criança e brincavam regularmente no parque, juntos, quando menores.
Estudaram a vida inteira na mesma escola, mesma sala e tinham gostos apesar de parecidos, divergentes.
Ela gostava de anime, ele, bem, ele não gostava desse mundo. Queria ser um daqueles empreendedores, advogados ou qualquer carreira que envolvesse usar todos os dias ternos e gravatas. Era sua sessão preferida dentro de uma loja grande.
Mas eles se davam bem, da mesma forma.
O amor não nasceu tão de repente, quanto o imaginado. Eles passavam horas juntos estudando, discutindo qualquer coisa e conversando, porém, não era natural imaginar uma cena daquelas.
Ela dizia até que eles eram “irmãos”. Epifania.
Um dia, ele disse que não era mais a mesma coisa, que tudo ia mudar dali em diante.
Realmente mudou.
Ela começou a namorar e ele também. Se desencontraram nessa história louca chamada vida e um dia, por ai, se reencontraram .
Era um parque em New York, estava todo iluminado pelos prédios em volta e haviam estrelas brilhantes no céu, transformando aquele cenário caótico, em perfeito.
Não havia flores, como diziam alguns. Não havia também pés levantados, sinos soando ou borboletas no estômago. Foi só o reencontro, a paixão acumulada, a saudade. O sentimento recém descoberto, o carinho envolvido.
Foi, finalmente, amor. 

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