10 de jan de 2013

Diálogo M


Conta pra mim o que você fez hoje, diz, finalmente, que me quer de volta aí contigo.
Me deixa tomar aquele seu café sem açúcar e meio aguado, comer aquela bolacha do fundo do armário e ainda te elogiar pela facilidade com que cozinha.
Conta para mim novamente aquele seu pesadelo, me faz rir, me deixa te deixar brava.
Eu quero você, assim, do jeito que tá. Sem tirar nem por.
Sabe aquele sentimento de que tá tudo certo, tá tudo bem? Sinto contigo. Só contigo.
Acho que podia ficar horas com você no telefone. Tentando te imaginar sorrindo, seus abraços, seu aperto de mão e o cheiro do seu cabelo.
Injustiça define tudo o que sentimos: Distância é horrível.
Vem pra cá, amor. Vem pra mim!
Quero te fazer aquele miojo de pimenta que você tanto gosta, te servir coca-cola e te ouvir confirmar que está horrível.
Fala para mim dos seus sonhos, o que você quer fazer o resto da sua vida. Deixa eu me programar a você.
Sério, faz assim. Sonha bem alto: Eu vou atrás.
Não quero te deixar.
Então, por favor, volta para mim. Deixa eu dormir na tua cama e roncar enquanto você fica jogando.
Não precisa ficar com medo! Vai dar tudo certo.
Confia.
Só que por favor, nunca mais troque minha senha.
Mas volta. Eu te amo.
Aceito até tomar chá, da próxima vez. Aceito ficar de pé o dia todo e não comer lasanha, mas volta. Eu to te esperando aqui, no meu apê todo mofado e cheio de livros e CDs ruins.
Volta, vai.
Te quero aqui tanto quanto você me quer ai.
Faz assim: A gente se vê no meio do caminho, você me dá um sorvete e eu vou embora. E te levo junto.
Decide logo, to indo te buscar.
Mas volta.
Ainda preciso de você. Ainda preciso sonhar com você. Ainda não matei a saudade, não sufoquei o amor e não to pronto para te ver partir.
Volta, te dou um chocolate.
Ok, não te dou chocolate.
Você vai voltar? Ok, já to indo te buscar.
Te amo, hein.
Não esquece o sorvete.  

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