22 de set de 2011

A tal da evolução.


Eu já escrevi sobre superação, amor e morte. Já escrevi também sobre meus medos, meus momentos, meus amores e desafetos. Até que cheguei num status que pra mim não tenho mais o que dizer.. até que o assunto vem.
É complicado manter um blog, uma vida, um sentimento, o que quer que seja por muito tempo. Porque se nós, que somos (im)perfeitos, somos finitos, quem dirá o resto das coisas, né?
Quando somos pequenos, nossas mães nos ensinam a doar as roupas e os brinquedos que não nos servem mais, o que talvez seja a melhor lição que nos ensinam: a compartilhar. Compartilhar amor, compartilhar a dor, conhecimento e dúvidas, simplesmente ter o prazer de dividir com alguém, aquilo que não cabe só no seu peito. Entender alguém, pelo simples fato de que um dia alguém te entendeu.
Você pensa no futuro? Eu penso e quando penso, imagino algo bem diferente, surpreendente. Quero ter filhos, e você? Mas eu quero fazer diferente com eles, quero que eles tenham o que eu não tive, sejam mais felizes do que eu fui, tenham mais amigos, chorem menos...
Engraçado, nunca queremos o mal ao nosso próximo, nunca imaginamos que ele vá sofrer, mas eles sofrem. Sofrem, porque é da vida deles. É mais uma lição, mais um calo na mão.
Estudei esse bimestre sobre a essência da nossa cultura e percebi, que por mais que haja o racismo, haja preconceitos, defeitos na nossa sociedade, hoje vivemos num mundo mais justo. Há 50 anos atrás quem diria que gays sairiam por ai de mãos dadas e ninguém olharia torto? Quem diria que eles iam até se casar, com papel assinado e tudo mais? Pois é. É a tal da evolução.
Conforme evoluímos, ultrapassamos nossas próprias barreiras e conhecemos novas pessoas, acabamos deixando de ser o que éramos e nos tornamos em um novo alguém, nos reinventamos. Isso todos os dias. Todas as noites.
Mudanças nunca são ruins, você apenas mudou. Aceite isso. Não tente voltar atrás: vai ser cansativo e você vai continuar mudando, mudando e mudando, até perceber que não vai parar de mudar, até perceber que você nunca vai ser como era antes.
Egocentrismo é uma prova disso: Antes, as pessoas pensavam de uma maneira geral, por que era importante na época, importante para a sociedade. Hoje, você quer ter o cabelo vermelho? Ok. Você quer ter cabelo vermelho, sobrancelhas roxas e unhas verdes? Ok. Ninguém liga, ninguém se importa. Muito menos eu. Tá entendendo? Você tem o seu próprio espaço pessoal, pra divulgar o que pensa, o que acha bonito e interessante: seu corpo e seu cérebro. Algumas pessoas vão se identificar, outras não vão gostar. Mas não é um problema.. o que é ótimo. O problema de verdade é quando as pessoas se mantém tão entretidas em si mesmas, que esqueceram que apartir do momento que ela tem direitos, ela tem deveres e o outro também. Se você ferir meu direito, posso te denunciar, e vice-versa.
Como entender a sociedade atual? Muito simples: Não entenda. Países são diferentes, culturas são diferentes e as pessoas entre si são mais diferentes ainda. Mas há quem vai gostar, há quem vai cuidar e há quem não vai ligar. É só se acostumar.
Você vai acabar esquecendo um dia, superando, entendendo e não ligando. Você vai acabar compartilhando, vivendo o futuro, tendo filhos, vendo a evolução e vai chegar a uma única decisão final: ainda há muito mais a ser feito. Ainda há mais. E sempre haverá.
O importante é não deixar de lutar pelo que acredita, pelo que acha certo e pelo que condena: porque você pode estar certo e nem estar sabendo.

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