30 de set de 2011

Raiva


Seu coração bate mais devagar, seus olhos ficam semi abertos e você entra numa dança sem fim: se mantém preso num sentimento que não faz bem. E continua assim. Até que se vinga.
Isso é a raiva.
Você tenta fugir dela, dizer que não sente. Mas é impossível esquece-la, nem que seja por um segundo. Seu coração continua batendo devagar, como se quisesse parar pra simplesmente poder golpear um alguém, de tamanha incessatez. Então, seu cérebro manda uma carga de adrenalina. Sentiu? Tá um pouco mais rápido. Você está se movendo, indo em direção, parando de pensar.
Talvez cometa um crime.
Seu sorriso continua ali, aberto, no rosto. Sendo irônico por si mesmo, quebrando uma barreira física e mental, desapropriando o desconhecido e questionando os próximos. Você começa a ir mais rápido, seus pensamentos sumiram de vez. Só vê uma cor: Vermelho. Sangue. Dor. Você está perdido, não é mesmo? Vontade de gritar, dizer que odeia tudo e todos. Que nada é o suficiente e que fizeram péssimas escolhas por você.
Até seu passado tem culpa e seu futuro é a sua escapatória.
Mais adrenalina. Você quase consegue ouvir as batidas, como um tambor que a velocidade foi aumentando freneticamente até quem toca começar a machucar as mãos, começar a chorar. É assim que você se sente, com as mãos machucadas, mas com ódio.
Você chora, você diz que não entende. É só a raiva consumindo seu corpo lentamente, te dizendo como agir, o que falar.
Perdido. É assim que você está. Deveria procurar algum lugar à voltar.
Então seus pensamentos vão voltando lentamente, sua consciência começa a pesar, mas sua raiva continua ali, intacta. Até que ela some: Acaba, de repente.
Só fica a duvida de quando ela vai voltar, de como seus pés irão suportar correr, fugir tanto.
Você deveria se achar, para poder depois procurar algo. Já parou pra pensar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário