7 de ago de 2011

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Eu gosto de ouvir musica, e me sinto numa trilha sonora eterna.
Apenas coloque o play.
Vou andando pelas calçadas da cidade, vou imaginando o futuro das pessoas, imaginando como elas serão, com quem irão se casar, como irão morrer ou simplesmente por quem irão sofrer.
Imagino se elas notam que eu faço isso, imagino se elas terão um futuro comigo. Vejo uma vida toda diante dos meus olhos e depois a vejo sumir novamente.
A vida continua, esse é o problema.
Uma vez, com uma menina loira dos olhos verdes, imaginei que seriamos amigas, que ela me contaria seus segredos, que eu seria sua madrinha de casamento e que seus filhos seriam amigos dos meus filhos. E então nunca mais a vi.
Outro dia, me deparei numa armadilha, em dois caminhos secretos os quais eu já sabia a direção: vi o presente e o futuro de uma pessoa. Ou pelo menos o que eu acho que será dele. Um rapaz tão novo, tão cheio de vida, talvez se torne aquele velho tão cheio de amarguras, tão cheio de ódio. Ou então aquele menino, aquela criança, faça as escolhas certas e acabe apenas com amor.
Eu sinto sua falta, talvez seja essa a verdade.
Quando nós perdemos o rumo, a musica chega a ter um sabor. Você sente seu sofrimento na musica, colhe sua dor e adoça com acordes diferentes e que fazem o autor se encher de técnica e orgulho de ter criado tal melodia.
Você sempre sabe que vai precisar de alguém, mas você sempre sabe que esse alguém vai embora algum dia.
Eu poderia ter imaginado uma vida com você a lá Hollywood: cheia de altos e baixos, cheia de virtudes, de brigas, mas sempre com um final feliz.
Não imaginei nada.
Eu lembro das tardes quentes, noites frias, dos abraços, dos beijos, do querer e não ter, do poder te ver e preferir ficar longe. Eu lembro de quando era preciso dizer sim, e você também preferiu dizer não.
A vida vai continuar, afinal? Porque eu continuo andando, eu continuo imaginando, eu continuo vendo futuros perversos, futuros perdidos e futuros brilhantes. Mas eu nem consigo ver o meu.
Talvez não fosse pra dar certo. Porém eu quis.

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