2 de jun de 2011

Plural.



Duas vidas, duas pessoas completamente diferentes e tão iguais. Ambos não desejavam nada, hoje anseiam a presença um do outro. Como dois imãs. Seus corpos exercem a lei da atração de forma inexplicável. Um abraço apertado, um beijo roubado e um “Eu te amo” sussurrado, já eram o suficiente. Um tapa bem dado, um beliscão, uma mordida, e uma careta pra descontrair. Era possível ouvir as risadas mesmo do corredor. 
Por onde passavam atraiam olhares, e os sorrisos não saiam de seus rostos. Os carinhos eram valorizados e sabiam aproveitar cada minuto da presença um do outro.  Quando se afastavam, logo sentiam o aperto no peito. Antes de se encontrarem, o frio na barriga com uma boa dose de ansiedade. Eram melhores amigos. 
A confiança era à base de tudo. Minutos, horas, dias distantes e sentiam uma enorme falta um do outro. Do toque, do cheiro, do abraço, dos beijos. A cumplicidade dominava a relação. Havia entre os dois um desejo, um pouco mais que atração e um forte sentimento. A amizade era quem reinava na história. Era a estrutura que sustentava as duas torres. Torres que antes estavam prestes a desmoronar. 
Não precisavam de muito, talvez apenas uma boa conversa e uma xícara de café. Minto. Eles apenas precisavam um do outro. Juntos superavam as dificuldades. Fizeram novos caminhos, novas histórias. Decidiram, quase sem querer, descobrir o mundo juntos. 
Todos os adoravam, torciam por ambas as felicidades. Desejavam o bem. Quem via de longe tinha uma única certeza. Eles também. Não era preciso muitas palavras para descrever o que sentiam. Na verdade, não havia descrição. Seus olhares, suas carícias e seus sorrisos os entregavam. Suas memórias guardavam os detalhes que não podiam ser descritos com papel e caneta. Eles dividiam as coisas, compartilhavam suas vidas. Eles estavam felizes. Eles se amavam. 

Um comentário: