18 de jan de 2011

Amor.

Todo mundo fala de amor. Fala que amor é uma coisa linda, que só acontece uma vez na vida. Até eu mesma já escrevi sobre amor, e sempre escrevo. A diferença é que agora eu sinto.
Ele tem cinco meses, e menos de um metro. Oito quilos. Eu sabia que o amava na primeira vez que o vi. 
Tinha medo de pegar ele no colo, de dar um beijo na sua bochecha. Tinha e tenho medo de não faze-lo feliz o suficiente.
A gente sabe que ama, quando o amor nos faz amadurecer conforme o mesmo cresce, não quando desaparece, não quando ele se torna impossível.
É por isso que o amor não é carnal, é sentimental.
Eu amo meu irmão. Sou coruja mesmo. Só que vocês tem que entender que ele foi a melhor coisa que aconteceu pra mim. Aquele sorriso, aqueles olhos esperando o momento no qual eu vou abraçá-lo. É muito amor e eu simplesmente nunca disse um eu te amo pra ele. Nunca precisou. Sempre ficou claro.
Por isso, nunca se iludam quando alguém disser que te ama. Às vezes não é amor, é só um querer estar perto.
Pois, quando realmente for amor, não vai ser necessária uma palavra se quer, porque você vai sentir no sangue, nos olhos, no coração. 

Definição de amor:


Amor: 1 Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa; a m o r ao próximo; a m o r ao patrimônio artístico de sua terra. 2 Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção; culto; adoração.

         Dizem que o amor é algo, que nem Deus soube definir, foi algo que os humanos criaram pelo qual, Ele teve certo apreço. Foi algo que Ele aprendeu a ter com seu filho. Mas a verdade, é que o amor não existe.
O amor é um sentimento, um fator que nos liga n’outra pessoa. É o conjunto de coisas que aos nossos olhos, torna tal pessoa bela a ponto de desejar-lhe bem, de querer-lhe perto para sempre. É o prazer carnal, unido à ligação, com um desejo irreal de que tais momentos sejam eternos. É se contentar com a felicidade d’outro, mesmo que ela não faça parte da sua. 

12 de jan de 2011

Massa de tomate

Existia um tempo, no qual, nós achávamos e tínhamos certa certeza, sobre aquilo que devíamos esperar. Por exemplo: Uma moça bonita, era sempre boa. Uma feia, era má. Um menino montado num cavalo alazão branco certamente seria um princípe e outro montado num burrico era um pobre miserável. Rótulos dos quais a sociedade se baseou e se baseia até hoje, em um momento no qual não existe mais certezas.
Porque, pense bem, hoje em dia nem toda pessoa legal é exatamente aquilo que achamos lindo, e nem toda pessoa feia é exatamente aquilo que chamamos de chato.
Hoje em dia os rótulos foram jogados fora, só que o pensamento sobre ele, continua ali.
É como uma massa de tomate temperada. Você tem a sua preferida, mas ela deixa de ser fabricada. Você procura uma que lembre a sua, pela embalagem dela - só que o sabor é completamente diferente. Então, você experimenta todas as parecidas, ou que lembrem, e no final nenhuma te lembra aquela. Você está preso a um gosto, a um pensamento e certamente não sente necessidade de muda-lo, porque até tal momento, ele estava dando certo.
Só que, quando as coisas começam a dar errado, você nem ao menos imagina uma possibilidade de ser diferente.
Você continua insistindo naquilo, dando pequenos murros em ponta de faca. Cortando sua mão lentamente. E logo, você tem uma ferida grande, aberta, precisa de tratamentos.
A quem recorrer, a quem pedir um apoio? Não há ninguém em que você confie alí - afinal, você não confia nem em si mesmo, sua auto-estima foi-se a tempos.
Chamar a policia, o corpo de bombeiros, paramédicos? Nada disso vai resolver. Você precisa de um curativo e não pode fazer ele sozinho.
Você pode chamar um vizinho, é claro. Mas você não vai com a cara dele e nem ele com a sua. Tanto é que vocês já até brigaram por culpa de uma folha de árvore sua que caiu na calçada dele. Uma folha.
É uma emergência, você vai precisar apelar. Você vai até lá, bate. Ele abre, e você mostra o machucado. Você entra e ele começa a fazer o curativo, a conversa vai acontecendo, e de repente você se pega pensando '' como nós temos tanto em comum!'' e esquece o antigo rótulo. A antiga massa de tomate, a antiga faca.
O que eu quero dizer, é que se nós continuarmos presos nesses rótulos antigos, cortanto aos poucos nossas mãos, nós vamos acabar deixando de descobrir pessoas maravilhosas - que ás vezes podem estar ao nosso lado.

6 de jan de 2011

História: Jasmine e a Hipopotamo

    Em uma terra distante, conhecida como Cidade, havia uma pequena garota, que não era tão pequena assim. Na verdade, ela era normal, tinha um tamanho normal, o problema é que os outros eram grandes demais.
    Ela tinha um metro e sessenta e todos os outros tinham mais do que o dobro do seu tamanho. A Cidade, era feita sob medida a todos eles, então as maçanetas eram no alto, as portas eram terrivelmente grandes, os parques de diversões, os jardins. Tudo era adaptado à pessoas grandes.
    Jasmine - esse era o seu nome - não podia ir a nenhum desses lugares, porque ela simplesmente não conseguia abrir a porta, entrar em algum brinquedo no parque de diversões, ou comprar comida.
    Então ela resolveu se mudar. Resolveu ir para uma cidade, onde todas as outras pessoas eram pequenas, para que ela pudesse se sentir normal. A cidade escolhida foi Encantado. Lá, tudo era absolutamente pequeno. As portas, os carros, os parques de diversões e etc.
    Um dia, ela resolveu que ia visitar alguns vizinhos, e a grande - não tão grande - surpresa, nem ao menos seus pés passavam pela porta.
    Foi quando ela resolveu se mudar de novo, para uma cidade mediana.
    A cidade mediana, tinha o nome de bixo, um nome estranho e o qual ela jamais gostara. O nome era Hipopotamo. Ela não entendia o porque de ter um H alí no início, para começar. Ela também não entendia o porque da cidade ter nome de bixo. E muito menos de um bixo tão estranho como aquele. Mas, ela ignorava todas essas coisas.
    Então ela entrou na cidade e procurou uma casa - coisa que fez em todas as outras. Nessa cidade, a dificuldade não fora tão grande. Na verdade, ela encontrou com certa facilidade. Jasmine conseguia passar na porta, e ela não parecia tão grande, ela parecia adequada. Ela também podia comprar comida e ir ao parque de diversões. Ela conseguiu até ir ao cinema.
    Foi então que a grande mudança realmente aconteceu: Jasmine se apaixonou.
    Mudança não tão grande para quem vê a história à tamanha distância, mas para ela foi significativa. Foi a primeira vez que se apaixonou por alguém, exatamente do seu tamanho e que se encaixava exatamente nela. Então, ela se sentiu na obrigação de se manter feliz constantemente - afinal, ela só havia pedido uma cidade na qual se encaixasse, e no final acabou encontrando um amor e uma cidade. Não havia mais motivo para reclamação.


Espero que gostem. É uma analogia, então dêem uma analisada.