19 de nov de 2010

Morte

Eu gostaria de aprender a lidar com a morte. Eu realmente gostaria.
Por que se nós pararmos pra pensar, a morte é onde tudo isso vai acabar, nem cedo, nem tarde, na hora certa e prevista.
Você não precisa acreditar em Deus, em buda, ou qualquer criatura mística. Você não precisa acreditar no alinhamento das estrelas, ou em qualquer outra situação, mas, você não pode acreditar que nós viemos para esse mundo, a troco de nada.
Os espíritas dizem que nós viemos para aprender, os católicos não comentam nada sobre isso. Os evangélicos falam apenas que é uma dádiva divina, e os malucos dizem que é para sermos felizes.
Me perdi.
Hoje em dia o excesso de informações acaba com as pessoas, por isso a humanidade está perdida.
Não gosto de dizer adeus, nem de celulares. Mandar beijo pra mim parece falsidade, mas mando. Sorrio quando deveria brigar. Mesmo pensando diferente, mesmo milhões de pessoas pensando diferente, o medo prevalece igual. É por isso que eu queria aprender a lidar com a morte.
Eu queria perder o medo, perder as estribeiras e chutar o pau da barraca. Eu simplesmente queria deixar acontecer, ou então deixar os acontecimentos virem até mim.
No fundo todos nós queríamos apenas que fosse diferente, mas não é.
Aceitar ou não, eis a eterna questão.

Open your eyes - snow patrol.

Apenas queria uma certeza além dessa.

2 de nov de 2010

Dois passos para o paraíso

Se eu parasse pra pensar - coisa que eu não faço - eu pensaria em como minha vida era diferente a um ano atrás.
Para começar, eu pensaria diferente em todos os aspectos musicais. Eu gostava de coisas estranhas, das quais o tempo passou tanto que eu nem me lembro. Eu também não gostava de Deus, ele não era meu melhor amigo, não que seja hoje, mas temos uma relação mais íntima. E antes eu pensava mais. Sobre tudo.
Marina era considerada a menina pensadora, ou emo. Claro, que em proporções diferentes eu ainda sou considerada isso, mas não é disso que eu quero falar.
Antes, passado, o mundo girava de uma forma diferente pra todo mundo. Atire a primeira pedra quem pensa igual, quem nunca mudou, quem nunca pelo menos desejou isso.
Por que por pior que a nossa vida possa estar, quando menos acreditamos nela, ela nos surpreende. Isso só pra poder ver nosso rostinho feliz depois de uma noite de chuva.
Tudo que ganhamos após um sofrimento grande, tem muito mais valor do que algo que ganhamos quando estamos felizes. Por que quando estamos felizes, o que ganhamos é um complemento. Quando estamos tristes, o que ganhamos se torna a nossa felicidade.
É fácil. Supimpa. Batata. Mamão com açúcar.
Mas nem todo mundo vê assim. Aliás, ninguém quase vê assim.
Pois, quando estamos tristes, só vemos o final do poço, e o céu não parece tão azul. Nosso sorriso diz tchau, eu tenho que ir agora, e dá lugar a uma lágrima muito bonita e cristalina. Ou preta de lápis, que seja.
E então temos que fazer escolhas. Grandes, pequenas, ainda escolhas. A maior parte delas é um tiro no escuro, rezando para que seja o certo, mas a vida é bonitinha então a escolha é sempre a errada. Então, com o erro aprendemos, e acertamos no final.
Adoro esse circulo vicioso.
Pode ser que com você aconteça menos, por que você se arrisca menos; pois você não se propõe a pensar. Mas, em algum momento, você vai ter que enfrentar tudo, e eu adoro dizer que será pior. E adoro dizer ainda mais eu te avisei. Meu coração fica até feliz.
Então, pra resumir tudo, pra você que não entendeu, vou explicar de uma forma simples: você tem que viver, você tem que mudar. Se não a felicidade sempre estará dois passos na sua frente, e a tristeza estará ao seu lado. Mas, você não quer isso, certo? Então, dê os dois passos, e deixe para trás essa tristeza.  Dê os dois passos para o paraíso. Só não me pergunte como.